Quando o Inverno Chegar
Marco Martins

Encenação

Marco Martins

Com

Beatriz Batarda, Dinarte Branco, Gonçalo Waddington e Nuno Lopes
thumb

A meio do Outono, encontramos três homens num Sanatório para doentes com doenças respiratórias, nas montanhas. Na realidade, acaba por ser um lugar onde homens de famílias ricas e abastadas são deixados pela família. Existe ali um cemitério (testemunho físico daqueles que nunca chegaram a sair dali), um jardim e a floresta.

Durante o inverno, os homens – trata-se de um sanatório exclusivamente masculino – são obrigados pelas regras do local, estritamente mantidas por freiras, a permanecer dentro de casa. Durante temporadas aborrecem-se de morte naquele local e fantasiam bastante sobre a sua vida passada e futura longe dali. Quando o tempo melhora, podem finalmente passear pela floresta.

Paralelamente à melhoria do tempo, observamos a vida de Lena que, há varias semanas, caminha pela floresta em busca do seu marido que ela julga desaparecido, mas que rapidamente nos apercebemos que fugiu dela. Lena é destemida. Só essa coragem quase inumana explica que se tenha posto a caminho, no fim da gravidez, sem certezas, procurando o marido (Lucas) na montanha. Ao fim de várias semanas de estrada, desesperada, Lena irá tentar enforcar-se na floresta. Lena não quer pôr aquela criança no mundo sem um pai. Os três homens do sanatório irão salvá-la.

Os homens vão tomar conta desta rapariga e escondê-la numa estufa abandonada. Ao mesmo tempo, vão redescobrir a vida de que, lentamente, desistiram e vão redescobrir os seus próprios sentimentos, coragem e verdade. Desta forma, o verdadeiro carácter dos três homens e de Lena acaba por revelar-se para lá da superfície mais imediata. Ficamos a conhecer os seus segredos, as suas forças e as suas fraquezas.

Ficha técnica


texto José Luís Peixoto

encenação Marco Martins

dramaturgia Beatriz Batarda, Dinarte Branco, Gonçalo Waddington, Marco Martins e Nuno Lopes

com Beatriz Batarda, Dinarte Branco, Gonçalo Waddington e Nuno Lopes


música original e direcção musical Pedro Moreira

músicos Carla Simões (voz), Andreia Marques e Ana Isabel Dias (harpa), Luís Gomes e Ana Rita Pratas (clarinete baixo), Otto Pereira e Liviu Scripcar (violino), Paulo Pacheco (piano) e Pedro Moreira (saxofone)

cenografia João Mendes Ribeiro

figurino Adriana Molder

desenho de luz Nuno Meira

voz e elocução Luís Madureira

fotografia André Príncipe e José Frade

caracterização Sano de Perpesac

adereços Carlos Matos


projecto fundador do Arena Ensemble

produção São Luiz Teatro Municipal


classificação etária M/16

estreia 7 de Junho de 2007, São Luiz Teatro Municipal, Lisboa


apoios São Luiz Teatro Municipal e Ministério da Cultura / Direcção-Geral das Artes


FECHAR

Image